Essa foto é uma vista possível de uma das janelas da biblioteca da Maison de France, que fica no 11º andar do prédio localizado no Centro do Rio de Janeiro/RJ. Eu tirei com o meu celular (calma, não pensava em ganhar o Pulitzer como fotógrafa!) nesta segunda -17.09 - enquanto lia uma das obras fundamentais para a minha dissertação de mestrado. Esta biblioteca é aberta ao público, desde que seguidas as regras de seu cadastramento e com o pagamento da devida taxa anual, que não é de valor impeditivo.
Bibliotecas são essenciais na vida de qualquer estudante e pesquisador sério, principalmente devido aos livros necessários que possui, mas também pela possibilidade de leitura com um nível de concentração maior, o que tem muita relação como o local. Salas de leitura tem a vantagem adicional de permitir que levemos nossos próprios livros para um local adequado.
Ler, estudar são atividades que demandam pensamentos - escritos ou não - como consequência. Pensando nisso, não podemos desprezar o papel do local de leitura e estudo. Mesmo que desenvolvamos nossas atividades em casa, é preciso organização, planejamento e disciplina.
Se essas condições são fundamentais nos alunos do estudo convencional/presencial, há que se redorar a disciplina quem se propuser a realizar os estudos na modalidade EAD, ou seja Ensino à Distância. Em toda a situação de aprendizado o esforço do aluno é condição inerente, mas para se estudar sozinho - pois no EAD temos fóruns, os e-mails de todos, mas não estudamos todos ao mesmo tempo no mesmo ambiente - é preciso um nível de maturidade e compromisso extra.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
sábado, 15 de setembro de 2012
"Sala da imaginação"
Esta sala foi construida na Universidade de Bangcoc, "para estimular a criatividade". É claro, fico pensando nos prédios das faculdades de letras, em que as bibliotecas estão grandemente pobres de livros e inseguras, sem ar condicionado e boas mesas de leitura, ou seja, o básico. No entanto, olhar este tipo de matéria, penso em aproveitar algumas idéias - como ter contato frequente com arte, música e gibis.
( http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI6153877-EI8266,00-Para+estimular+criatividade+universidade+cria+sala+da+imaginacao.html )
Acho que, embora mudanças estruturais dependam da coletividade e do seu órgão regulador, refiro-me ao Estado, fazemos parte desses coletivos e - portanto- nosso esforço pessoal importa muito. (Sem falar no gostinho de alcançarmos o nosso potencial e, porque não? superarmos nossos limites). Então, combinar estudo árduo com algumas "distrações" e criarmos, nem que seja primeiro em casa, um ambiente para estimular nossa criatividade. Penso que não custa tentar.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Um longo caminho.
Hoje em dia acho engraçado, mas uma das primeiras coisas que pensei ao saber que estava grávida, vinte anos atrás, foi que trabalharia para enviar meu menino pra UNICAMP. E ele, desde pequeno, sempre foi muito estudioso e tinha muita facilidade em aprender. Conforme ele foi crescendo, comentei com ele esse meu desejo, mas sempre ficou claro que a decisão seria dele. À época de prestar o vestibular, ano passado, ele optou pela UFRJ. Está estudando lá e eu sou muito feliz por isso.
Embora utilizemos a palavra sonho associada ao caminho acadêmico de um filho, entrar para a universidade está relacionado a trabalho árduo e constante, bem como o entendimento do que isso significa: um caminho acadêmico, embora não precise excluir o trabalho, é uma escolha em que o retorno financeiro demorará mais do que pegar o primeiro emprego que aparecer aos 18 anos. É uma escolha que exige grandes compromissos. É um estilo de vida.
Do mesmo modo, permanecer e se destacar na universidade não é algo automático, são conquistas periódicas, baseadas em esforço diário. E é preciso aprender a viver no meio dessa trabalheira toda: brincar, ter distrações (o meu menino é fã de desenhos japoneses e cinema), ouvir música, comer doce... e olhar à frente.
Embora utilizemos a palavra sonho associada ao caminho acadêmico de um filho, entrar para a universidade está relacionado a trabalho árduo e constante, bem como o entendimento do que isso significa: um caminho acadêmico, embora não precise excluir o trabalho, é uma escolha em que o retorno financeiro demorará mais do que pegar o primeiro emprego que aparecer aos 18 anos. É uma escolha que exige grandes compromissos. É um estilo de vida.
Do mesmo modo, permanecer e se destacar na universidade não é algo automático, são conquistas periódicas, baseadas em esforço diário. E é preciso aprender a viver no meio dessa trabalheira toda: brincar, ter distrações (o meu menino é fã de desenhos japoneses e cinema), ouvir música, comer doce... e olhar à frente.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Pra que serve o aprendizado?
Esta cadeira eu estava pintando, um dia desses, mais para proteger do processo de enferrujamento, do que confiando que ganharia uma pintura uniforme. Ela comporá o meu escritório pequeno e improvisado, mas muito eficaz. Um espaço para estudar ou simplesmente ler em casa é algo grandemente necessário. Concentração é um elemento fundamental para a apreciação de qualquer tipo de texto que necessitemos ou que desejemos ler.
Pensando, aliás, em leituras as razões pelas quais dedicamos tempo a isso, ocorre-me um assunto: esta associação imediata entre cursar uma graduação e o mercado de trabalho. Para quem pensa que o objetivo principal de uma universidade seja fornecer profissionais para o mercado de trabalho, isso é a prova da forte limitação de opções de pensamento, o tal padrão que a propaganda capitalista alardeia.
Estudar, ler e pensar tem relação com a nossa formação enquanto seres humanos, portanto seres da e na cultura, bem como pessoas que se relacionam com outras pessoas. É claro que a academia nos transmite informações e conhecimentos muito necessários de serem divididos com o conjunto da sociedade, o que pode acontecer quando lecionamos e ocupamos uma vaga num emprego, mas também é essencial para criarmos nossos filhos, ajudarmos a formar os mais novos que conhecemos (vizinhos, irmãos mais novos, amigos), bem como seguirmos tomando decisões de todo o tipo pela vida afora.
Não há limites para o que podemos aprender desde que nos dediquemos a isso, mesmo que o que a gente aprenda não tenha um uso imediato ou mercantil. Aprender a pensar e agir independente do ganho financeiro, ou dessa preocupação é, aliás, um dos maiores ganhos, é aprender a viver com liberdade porque informado.
Pensando, aliás, em leituras as razões pelas quais dedicamos tempo a isso, ocorre-me um assunto: esta associação imediata entre cursar uma graduação e o mercado de trabalho. Para quem pensa que o objetivo principal de uma universidade seja fornecer profissionais para o mercado de trabalho, isso é a prova da forte limitação de opções de pensamento, o tal padrão que a propaganda capitalista alardeia.
Estudar, ler e pensar tem relação com a nossa formação enquanto seres humanos, portanto seres da e na cultura, bem como pessoas que se relacionam com outras pessoas. É claro que a academia nos transmite informações e conhecimentos muito necessários de serem divididos com o conjunto da sociedade, o que pode acontecer quando lecionamos e ocupamos uma vaga num emprego, mas também é essencial para criarmos nossos filhos, ajudarmos a formar os mais novos que conhecemos (vizinhos, irmãos mais novos, amigos), bem como seguirmos tomando decisões de todo o tipo pela vida afora.
Não há limites para o que podemos aprender desde que nos dediquemos a isso, mesmo que o que a gente aprenda não tenha um uso imediato ou mercantil. Aprender a pensar e agir independente do ganho financeiro, ou dessa preocupação é, aliás, um dos maiores ganhos, é aprender a viver com liberdade porque informado.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Que planejamentos envolvem uma formação acadêmica?
É comum, penso, quando entramos para a faculdade, pensar na organização do estudo em termos de espaço físico e tempo dedicado a isso, tudo isso a depender - sempre - da dinâmica de horários e demanda de leituras ou exercícios do curso em questão.
Acontece que nada é tão simples assim. Há outros quesitos a considerar. Professores, bancas, eventos, de um lado; condições das bibliotecas e/ou laboratórios de informática e as perspectivas, levando em consideração o tratamento que os governos (não) dão à educação, à condição de exercício das profissões - vejam que falo em condições, não só em salário.
Podemos sofrer grandes decepções, mas, as pequenas são certas. Isso nem é tão ruím, afinal só é possível viver essa experiência, não dá pra antecipar teorizando. Sim, pode ser um caminho bem difícil. Esse termo que as pessoas utilizam para se referir a nós - "só estudam" - é a prova do quanto desconhecem o significado e as implicações de se propor a construir uma formação intelectual.
Acontece que nada é tão simples assim. Há outros quesitos a considerar. Professores, bancas, eventos, de um lado; condições das bibliotecas e/ou laboratórios de informática e as perspectivas, levando em consideração o tratamento que os governos (não) dão à educação, à condição de exercício das profissões - vejam que falo em condições, não só em salário.
Podemos sofrer grandes decepções, mas, as pequenas são certas. Isso nem é tão ruím, afinal só é possível viver essa experiência, não dá pra antecipar teorizando. Sim, pode ser um caminho bem difícil. Esse termo que as pessoas utilizam para se referir a nós - "só estudam" - é a prova do quanto desconhecem o significado e as implicações de se propor a construir uma formação intelectual.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
O dançarino de Brunei. Este é o nome do poema que Jorge de Sena fez a partir da observação desta foto, que, por sua vez, existe a partir da observação de um alguém a outro alguém. Estamos sempre olhando algo, o que não significa que sempre vejamos alguma coisa, já que há uma infinidade de coisas para se ver em qualquer direção que se olhe. Então, o negócio é olhar!
De certo modo, penso que o que temos na Universidade, já que nosso assunto aqui é o mundo acadêmico, é uma parte dos conhecimentos acumulados sendo oferecido, por sua vez também em partes - os cursos - e em níveis diferentes e, ainda de algum modo, graduais - graduação, especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado.
Se você ficou com a impressão de que isso não tem fim você está no lugar certo...
De certo modo, penso que o que temos na Universidade, já que nosso assunto aqui é o mundo acadêmico, é uma parte dos conhecimentos acumulados sendo oferecido, por sua vez também em partes - os cursos - e em níveis diferentes e, ainda de algum modo, graduais - graduação, especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado.
Se você ficou com a impressão de que isso não tem fim você está no lugar certo...
terça-feira, 13 de março de 2012
Início de semestre.
Passado o trote, ao menos aquele de rua - com estudantes pintados de todo o tipo de coisa - e iniciadas as aulas a sério, um dos primeiros desafios são as leituras que devem ser empreendidas, e que, com uma frequência bem desagradável, costumam gerar aquelas pilhas de livros (ou trechos xerocados). É de se imaginar que o pessoal que passou para as públicas sofra um pouco menos com isso, já que só passaram por que - entre outras qualidades - tem mais hábito e/ou intimidade com a tarefa de estudar regularmente. Mas todos são pegos por uma avalanche, de um modo ou de outro.
Um curso universitário presencial dura entre 4 e 5 anos, no tempo regular. São dois semestres por ano, com trabalhos e provas finas, então logo de cara aconselho: "não deixe as leituras ou exercícios se acumularem". Parece óbvio, mas não é só pelo acumulo em si que escrevo isso, mas principalmente porque se você vai acompanhando a teoria, entende melhor o desenrolar das aulas. É como cultivar uma planta: você vai alimentando-a com água e insumos gradativamente, não de uma vez só num período curto, tipo a semana de provas.
É aquela idéia - que parece que querem fazer passar por superada, principalmente com o advento de tablets e etc - de construir o conhecimento cotidianamente.
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